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"Fábrica de Ossos" é a primeira exposição individual do artista Andreas Fogarasi em Portugal.
Na sua prática conceptual, Andreas Fogarasi (n. 1977, Viena) explora a arquitetura, o design e os símbolos urbanos, bem como as codificações — visíveis e invisíveis — da identidade cultural. O seu trabalho analisa o modo como os valores sociais, as relações de poder e as autoperceções nacionais se inscrevem em formas, superfícies e signos.
O artista foi distinguido com o Leão de Ouro na 52.ª Bienal de Veneza (2007) e com o Prémio Otto Mauer (2016).
Do seu percurso internacional, destacam-se exposições em instituições como a Kunsthalle Wien; o Museo Reina Sofía (Madrid); o New Museum (Nova Iorque); o MUMOK (Viena); o MAK Center (Los Angeles); o Museum Haus Konstruktiv (Zurique); o Palais de Tokyo (Paris); ou o Museo Tamayo (Cidade do México).
"(...) Tal como sucede em muitos dos seus trabalhos, Andreas Fogarasi assume o papel de um recolector de memórias, sobretudo relacionadas com edifícios que foram demolidos, desabitados ou cujas funções para as quais foram construídos foram mudadas.
Numa cidade como o Porto, que, na última década, tem sofrido muitas alterações, sobretudo relacionadas com a gentrificação do centro da cidade, o resgate da memória de um passado recente adquire uma relevância fundamental.
Numa época regida pela perpetuação do presente é essencial “escovar a história a contrapelo”, célebre frase do filósofo Walter Benjamin, na obra “Teses sobre o Conceito de História” (1940), na qual propõe olhar para o passado sob a perspetiva dos vencidos, dos oprimidos e dos excluídos – esta abordagem visa desconstruir a ideia de progresso contínuo e revelar as injustiças e as vozes silenciadas pela visão oficial dos acontecimentos. (...)"
ÓSCAR FARIA
Excerto do texto da exposição
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